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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Classificados, amor e poesia

Achei esse anúncio de um apartamento em Brasília, no blog www.acasaqueaminhavoqueria.com e não podia deixar de compartilhar aqui. 
Já vi muito anúncio de venda de imóvel, mas nenhum com tanta vida e amor como esse. Alguém se habilita?

VENDO APARTAMENTO NA 416 NORTE

Ao lado do parque, que tem pato e galinha, tem árvores e matinha, que será a maior saudade minha.De frente pro lago, que dá brisa e frescor, memórias de amor, uma vista de primor.
Pra quem adora comer fruta, é pé pra todo lado.

É amora e pitanga, abacate e muita manga, e tem sombra pra estender a canga.
Ao lado tem uma bela jaqueira e, bem perto, pé de boldo e de erva cidreira – bom pra desarranjo, ideal prum desamor.
Ainda sobre folhas, na frente do apê tem uma horta comunitária, feita com muitas mãos, muitas delas pequeninas, excitadas para colher coentro, cenoura, tomate e manjericão.
Da janela da sala dá pra ver que, aos domingos, o céu fica mais rosa e vez ou outra aparece arco-íris. Ou um balão.
A comunidade é especial.
Um zelador que recebe festa surpresa dos moradores, crianças andando de patinete e jogando bola, cachorros empolgados com brincadeiras, vizinha que te chama pra tomar vinho.
Senhores alinhados caminhando, atletas empolgados treinando, adolescentes sentados conversando – ou se beijando.
O prédio tem vista livre pra todo lado, de costas dá pra quadra, de frente para o lago. Não tem elevador, mas possui escadas generosas, que em vez de cansarem, nos preparam fisicamente para os muitos anos bons que ainda virão.
Tem sala com muita janela, que fora a vista de aquarela, permite ouvir bem-te-vis tagarelas.
Dependência, área de serviço e cozinha onde já fiz muito feitiço.
Tem três quartos com bons tamanhos, cabe cama, mesa e banho – especialmente naquele que é suíte.
Em um deles, foi onde Bento nasceu. E agora meu olhos se enchem de água e eu posso te garantir: não deve existir lugar no mundo com mais histórias de amor do que esse canto meu.
O motivo de saída, é que queremos morar no mato, ter mais filho, quem sabe um gato, sair do centro, pra ser mais exato. Mas se você quer um lugar urbano, no meio da floresta, esse querido apartamento é de certo o que te resta.
Se você interesse tiver, me ligue prum café, uma água de côco a gente compra a pé. A gente conversa sobre preço, tempo, vida e o que mais vier.
(61) 9945-0806 – Camila, lé com cré.
(camilamilhomem@gmail.com)
Por gentileza, compartilhem!
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sala
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corredor
cozinha
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quarto3'
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banheiro


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vista

domingo, 7 de setembro de 2014

Uma casa em movimento

Uma mudança é muito mais do que simplesmente arrumar as coisas de um lugar para o outro, é entender que nada é completamente terminado, concluído ou acabado. Pode-se afirmar isso também das nossas vidas, num sentido mais amplo, o que é ótimo, pode ter certeza.

Há algum tempo, quando tinha 23 anos, vivi muitas coisas simultaneamente: concluía a faculdade de engenharia, organizava os preparativos para o casamento, recebia nosso primeiro apartamento comprado na planta, e havia sido selecionada para o meu primeiro emprego como engenheira recém formada.

Lembro de um momento, passada a formatura, casa pronta, festa de casamento, emprego estabilizado, ter pensado: e agora, o que falta? Tive a clara sensação de ter envelhecido uns bons anos nesse dia... Mas, (thank’s God) ainda havia muito por vir!

E, depois de tantas outras emoções, dos 23 aos 39, o futuro marido virou atual, 2 lindos filhos chegaram, o emprego é outro, amigos foram e voltaram, o mundo girou, os EUA estão sob o comando de um negro, o PT continua na presidência do Brasil, e... a casa com 3 quartos ficou pequena para tantas vontades diferentes. :)

Logo, eis-me aqui a planejar uma nova mudança.

Dizer que eu gosto de mudar de casa é uma ironia – eu detesto. Mas dessa vez é muito diferente, isso porque tive a oportunidade de adquirir um apartamento na construtora em que trabalho. Ou seja, ter a chance de mudar para algo em que eu pudesse intervir como profissional, em que as minhas necessidades e as da minha família servissem de base para construir algo feito especialmente pra atender a isso tudo, é algo além do que eu pudesse esperar ou pensar naquele dia, aos 23 anos...

Ao mesmo tempo, não posso negar, a ansiedade e a vontade de fazer tudo e um pouco mais é grande, é enorme, como também é inversamente proporcional ao tempo e aos recursos para deixar um apartamento de 132 m2 pronto (pronto?).

Mas o que podemos considerar mesmo como pronto? Difícil dizer. Para mim, sendo uma engenheira, convivendo com arquitetos e trabalhando numa construtora que preza pela qualidade e acabamento nos seus projetos, é de se esperar que eu queira e conheça bem o que é o melhor. Até agora, acho que estou conseguindo, e até mais: acho que estou superando minhas expectativas.

Mas, também estou falando de algo pessoal, não só profissional (dá-lhe Faustão), e aí também ocorrem as frustrações, o inesperado, projetos deixados de lado, escolhas não tão boas para encurtar o tempo de mudança (tempo=dinheiro é uma equação real!), além de ter de conciliar os desejos dos futuros moradores, como um pré-adolescente que quer colocar chuteiras em exposição, uma menina fã de Monsterhigh que quer caveiras e espelhos no quarto, um desenhista/tocador de violão (abrigar prancheta, livros e caixas de som num mesmo espaço não é para fracos), além das expectativas dessa dona de casa que vos escreve.

Isso para ter uma casa aconchegante, alegre, funcional, uma casa  realmente viva.

A Habitação, de Vincent Van Gogh

E aí chegamos no ponto crucial, pois como uma casa viva, ela continuará sendo construída, elaborada, mudada, transformada e em constante evolução. Isso porque ela não estará "pronta" quando as paredes estiverem cheirando a tinta, ou quando as luminárias aquecerem o ambiente, ou quando os móveis estiverem no lugar, ou quando o jardim florir perfumando a varanda, ou quando as prateleiras da sala abrigarem os porta-retratos, não! Ela estará se transformando, assim como aqueles que a fazem, que viverão nela. E a impressão que eu tive aos 23 anos só serviu para confirmar uma coisa: a gente não sabe de nada mesmo. Ainda bem! J



A casa é sua, Arnaldo Antunes

domingo, 24 de julho de 2011

Mudanças



E a vida segue seu rumo, cheia de novidades: umas planejadas, outras nem tanto.
A secretária que liberamos para seguir novos caminhos, e assim abrir oportunidades para outra pessoa.
A filha que começará a estudar. Quando eu disse "estudar", meu marido lembrou: "ela só vai brincar!" Brincar pra estudar, náo é, minha linda!?
A irmã que vai casar na praia... é, isso mesmo, casar na praia, com direito a pôr de sol e tudo! Será lindo!
E a amiga/companheira de trabalho de quase 10 anos que vai seguir outro caminho, rumo ao sucesso, tenho certeza! Boa sorte, Karla!
É isso, vamos mudando, vamos vivendo!
Boa semana a todos!